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A vaidade feminina e o mundo corporativo

Foi-se o tempo em que mulher, para mostrar que tinha valor, precisava aproximar-se, em comportamento e imagem, do mundo masculino. Terninhos foram ficando mais suaves, as cores, mais vivas, e o batom é permitido. Tudo em boas doses, é claro!

Me pego a pensar em quanto ainda precisamos evoluir em nossos direitos, no quanto somos vistas e tratadas de forma diferente no mundo corporativo por sermos mulheres, e esqueço do tanto que já conquistamos. Sim, o caminho ainda é longo para a igualdade desejada, de salários, cargos e muito mais. Entretanto, se olharmos para trás, veremos que já conquistamos um bocado de espaço.

A imagem da mulher como um objeto sexual é algo extremamente forte em nossa cultura: a publicidade se apega a esse significado, o cinema, a arte, e somos bombardeados por fotografias e vídeos que mostram a mulher desejada, estereotipada e com um ideal perfeito de físico e comportamento.

Fica difícil escapar dessa imagem, e todo o arsenal que temos de roupas, sapatos, maquiagem, tudo é feito para nos deixar mais atraentes, correto? Mas é errado sentir-se atraente? Penso que não, mas é preciso sempre dosar a construção de nossa imagem pessoal entre o ser mulher e o ser profissional, porque é ainda difícil que as pessoas olhem para nós sem o estereótipo da vaidade feminina.

Hoje, podemos nos arrumar mais, usar roupas menos sérias, usar um batom de uma cor mais viva, sempre dosando, é claro, porque estamos em um ambiente de trabalho. Mas a verdade é que a vaidade feminina ainda se choca, muitas vezes, com a construção do respeito pelo talento e pela habilidade profissional.

Uma mulher ainda é julgada menos capacitada e mais fútil, se escolher se arrumar mais para o trabalho. Por outro lado, vivemos em um tempo que nos diz: cuide mais de você mesma. Então, a ordem é dosar. Saber que é possível, sim, ser vaidosa, mas sem perder de vista como queremos ser compreendidas pelo mercado em que atuamos.

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