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cultura organizacional

Equacionar os valores e a visão dos fundadores da empresa com os talentos e as diferentes personalidades de seus executivos e funcionários é um desafio dos mais importantes. Uma empresa e a cultura organizacional se constroem com o tempo, mas não pode deixar que se perca no caminho o alicerce de quem a criou.

Cultura organizacional: Para Tarsia Gonzalez, presidente do Conselho Administrativo da mineira Transpes e a pessoa que idealizou e moldou os processos que renderam à empresa o prêmio de Melhor Empresa para se Trabalhar no Brasil por 3 anos consecutivos, construir a cultura de uma organização é tarefa embasada nos valores de seu fundador. “Uma companhia é formada por seus funcionários, mas quem começou essa jornada foram seus fundadores, que permearam a visão e a missão da empresa com seus sonhos e idealizações”, explica ela, que segue: “quando o negócio foi criado, há 40, 50 anos, havia uma pessoa carregada de uma história de vida, que acaba por ser disseminada por todos os funcionários”, enfatiza Tarsia.

Crescimento

O trabalho, a criatividade, o empenho no dia a dia, vão tomando conta do negócio e fazendo com que dê certo. Tarsia lembra: “a empresa se torna diferenciada, vem o crescimento, uma dedicação a cumprir com as metas, com o mercado e os próprios funcionários começam a reconhecer no negócio as características do proprietário e é por isso que o sucesso chega”. Quando o sonho do fundador se torna o sonho também do time todo, é que a mágica acontece: “um funcionário torna-se parte da empresa quando ele acredita naquele objetivo, quando faz sentido para ele, e quando ele vê e sente que pode colaborar para que seja atingido”, reflete.

Para Tarsia, isso é o que se pode chamar de cultura da organização: “quando os mesmos valores e a mesma visão são compartilhados por todos os integrantes da empresa”. Ela reflete: “com os processos sucessórios, a 2ª geração, 3ª geração, o maior desafio é fazer com que essa cultura continue viva e condizente com os alicerces da empresa, os objetivos iniciais de seus fundadores, modernizados com as tendências de mercado, mas ainda com o mesmo sonho e a mesma vontade de fazer a diferença”, enfatiza.

Consolidação

Quando a cultura organizacional é consolidada, a empresa passa a ser mais forte do que os indivíduos, não importando mais se há características diferentes e sonhos que não sejam congruentes. A organização passa a ter uma identidade forte e própria, que, para Tarsia, é o que chamamos de cultura. E a partir do momento que novos funcionários ou membros da família entram para o negócio, o que acontece é que a pessoas se contaminam pelos valores da companhia, e não o contrário.

As pessoas podem ser passageiras dentro de uma organização bem estruturada, mas a instituição permanece. “Este é o grande mistério: conseguir fazer com que esta cultura seja tão encantadora, que passe a ser parte da marca e do negócio. Que os funcionários se sintam orgulhosos de vestir a camisa, e que eles se sintam felizes por estar lá”, complementa Tarsia. Para ela, o grande motivo da companhia em que atua ser escolhida por 3 anos consecutivos como a Melhor Empresa para se Trabalhar do Brasil é o fato de os funcionários realmente se sentem em casa.

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