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Terceira década – Construção da Carreira

A infância e os tempos rebeldes ficaram para trás. Quando menos esperamos, nos deparamos com as responsabilidades da vida adulta, escolhemos uma carreira e estamos reforçando as bases para o futuro. No meu caso, a paixão me moveu a fazer o que amo. Espero que essa história inspire você, que está começando agora.

Eu tenho consciência, especialmente porque somos obrigados, muitas vezes, a escolher muito cedo, de que nem sempre temos a felicidade de estar naquele trabalho tão sonhado. Existem mudanças de rumo no meio do caminho. Acredite, é possível! Com planejamento e determinação, conseguimos chegar onde queremos.

No meu caso, finalmente, chegando aos trinta anos, tudo na vida fazia muito sentido. Como mãe, mais que realizada, já tinha um casal de filhos que me motivavam cada dia mais e eram sempre motivo de alegria. Já tinha conquistado minha casa própria e poderia me sentir segura e tranquila. Entendo o quanto isso faz diferença na vida de uma pessoa.

A empresa fazia 33 anos, estávamos finalmente no novo milênio, o ano de 2000, e apesar de todo o crescimento, eu ainda não me sentia completa profissionalmente. Percebia um mercado mudando em uma velocidade incrível e queria me aperfeiçoar em tudo, ter experiências múltiplas e a necessidade do novo eram fatores que me aceleravam – eu não queria perder tempo!

Meu desejo era ter o melhor desempenho, já tinha me tornado uma workaholic e sentia uma grande diferença entre eu e as pessoas da minha idade, muitos ainda começando. O desejo de construir novos desafios não passava e me lançava em um mundo corporativo, buscando o que fosse melhor para a empresa. Em uma realidade de processos em que tínhamos auditorias semestrais, através da Fundação Vanzolini eu recebia novidades constantes e sempre estava a par do que o mercado tinha de mais moderno e pesquisava intensamente.

Os processos estavam instalados e era notório que a era da informação se instalava nas empresas com toda força. Feiras em todo o Brasil só falavam de controles e implantação de sistemas de tecnologia e era hora de modernizar. Assim, consolidei a minha terceira década, implantando os sistemas de informação.

Nossos clientes ficavam satisfeitos com a qualidade, oferecíamos equipamentos e serviços com alta tecnologia. Mas não era o bastante ainda. Assim como a carreira, que é feita de aperfeiçoamento constante, e a vida, que nos leva a ponderar e mudar de tempos em tempos, para ganhar qualidade e vitalidade, uma companhia também não pode parar no tempo.

Para realmente consolidar e completar aquele ciclo, faltava cuidar do mais importante: as pessoas! Eram elas que sustentariam o futuro, que levariam os processos adiante, que, engajadas, seriam o grande coração da Transpes. Nascia, então, um novo projeto, me tornar uma especialista em pessoas. Em plena terceira década de vida, tomei uma iniciativa que muitos talvez não achassem necessária, mas que para mim foi um grande divisor de águas e agregador de conhecimento: voltar para a universidade, para curar psicologia. Eu, que entendia de máquinas e processos, agora queria entender de gente.

3 Comentários

  1. Ricardo Vasconcelos Lelis disse:

    Boa noite Társia,

    hoje me encontro com 33 anos. As vezes olho para trás e sinto como se não tivesse feito nada e não tivesse descoberto o caminho que quero seguir.
    Será isso uma síndrome? rsrsrsr

    Att.

    Ricardo Vasconcelos Lelis

  2. Ivan Lacerda Soares disse:

    Olá Tarsia! Cada texto que Vc publica me deixa mais encantado pela Mulher Tarsia., conhecer sua história de vida e sua vontade de ser cada vez melhor no que se propôs a fazer, tem me deixado impressionado de como Vc consegue ser tão incrível. Desde que te assisti no programa Chefe Secreto não tinha dúvida de que Vc era exatamente assim. Parabéns!!! Bjinhos 😘😘😘

  3. Elis Colares disse:

    Texto fantástico.. Sempre nos motivando para termos um planejamento e buscarmos nossos sonhos.

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