Receita para começar um dia produtivo
11 de maio de 2017
O Dia das Mães não pode ser um dia como outro qualquer
13 de maio de 2017

Sobre nunca esquecer dos valores, mesmo no seu pior momento

Já viu ‘Até o Último Homem’? Pois veja! O filme resgata um fator importantíssimo nos dias de hoje: a tenacidade de valores e a coragem de seguir com eles mesmo quando todo mundo já sucumbiu aos terrores da guerra. Ou, em nosso dia a dia, quando muitos já usaram a crise como desculpa para a falta de integridade.

‘Até o Último Homem’ vale muito a pena porque resgata uma questão de extrema importância nos dias de hoje: até onde conseguimos sustentar nossos valores? Até que ponto não somos sugados pelo meio e nos deixamos levar por situações e pessoas que não condizem com nossas crenças e condutas? De que forma a crise pode ser desculpa para esquecer quem se é? Fazendo uma analogia do filme com mundo corporativo, penso que ele traz um exemplo de como devemos guardar e defender nossos valores humanos, aquilo em que realmente acreditamos.
À primeira vista, o filme pode parecer um filme de guerra comum, com um forte ingrediente do cinema religioso. O protagonista é um jovem pacifista, temente a Deus, mas um soldado destinado a salvar pessoas no campo de batalha da Segunda Guerra Mundial. Devido a um trauma de infância, sua única condição é não tocar em armas. E aí começa o grande dilema: como ser um pacifista em meio à guerra? Como dosar a virtude que significa não tirar a vida de uma pessoa com o heroísmo que é tirar a vida do inimigo, em nome da paz?
Se trouxermos a dicotomia para o mundo corporativo, temos sempre o que discutir: produtividade x pessoas, dificuldades x crescimento, valores x crise. Como ser um gestor humanizado, quando a empresa precisa de mais resultados para enfrentar um momento difícil? Como crescer tendo que realizar cortes de pessoal? Como permanecer fiel a seus valores quando o mundo à nossa volta parece estar desmoronando?
A resposta não é fácil, mas é simples: firmeza de caráter e um olhar atento para os times que gerencia. De nada adianta produtividade a qualquer custo, quando se perde pessoas valorosas que não suportam a pressão; de nada adianta crescer, se for em detrimento de um posicionamento forte, que gere longevidade ao sucesso e de nada adianta aterrorizar-se em uma situação de crise, porque tudo passa. E estar preparado para tempos melhores é estar firme diante da dificuldade, sempre, sem perder a essência que faz de cada um de nós especial.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *