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Segunda década – Grandes mudanças, grandes expectativas, movida pela paixão

Quando se é jovem, tudo tem grandes proporções. Especialmente porque temos a certeza de que as nossas decisões moldarão nosso futuro e temos grandes expectativas, mas, ao mesmo tempo, estamos mais interessados em viver o presente.

Normalmente, um jovem espera ansiosamente seus 18 anos para ter sua habilitação, ter seu carro e se sentir livre. Depois, quer fazer 21 anos o mais rápido possível para dizer ao mundo inteiro que já é dono do seu nariz. É o tempo de escolher a carreira e buscar se formar, para ter sua identidade e se considerar capaz profissionalmente.

Em muitos casos, a família determina muito o destino de um jovem e abre pouco espaço para que sua personalidade possa aflorar e que as escolhas sejam suas de verdade. Cada uma delas traz consequências e, muitas vezes, descobrimos depois que poderíamos ter feito diferente.

Eu, única filha entre dois irmãos, talvez não tenha seguido um sonho romântico projetado por meus pais pois, se tinham planos, eu quebrei todos e criei meu próprio destino.

Aos 18 anos, não tinha habilitação e nem carro, mas tinha um filho de 5 meses, um marido, morava em outra cidade, cuidava da casa, estudava e era totalmente livre. A única coisa que me guiava era o amor. Sempre feliz, vivia um dia de cada vez. Aos 23 anos, estava separada, meu pai desejou me resgatar, mas era tarde, a essa altura, o único que tinha controle sobre minha vida era Deus.

A responsabilidade e a auto cobrança fizeram com que eu construísse minha estratégia para vencer. Como mulher, já independente, sabia que o único caminho para construir meu futuro era uma carreira profissional de sucesso. Fazer o diferente, talvez aquilo que ninguém tivesse disponibilidade ou interesse para construir dentro de uma empresa de transportes.

Com a ideia de modelar processos de qualidade que fizessem com que a empresa fosse verdadeiramente reconhecida, encontrei um sentido para construir o novo; sendo a Transpes uma empresa familiar, já havíamos percorrido um bom caminho, mas nos faltava construir práticas de gestão que nos assegurassem o controle necessário para melhorar os resultados. Dessa forma, enveredei pela área financeira e logo vi a necessidade de implantação de processos, depois vieram os controles da qualidade, a empresa crescia e com ela os meus ideais foram se transformando em realidade e tive condições de trazer para a Transpes todas as inovações do mercado. Com isso e uma determinação ferrenha, capitaneei a certificação da ISO 9000, sempre com um olhar no futuro, já tinha planos para minha terceira década de vida.

Finalizo aqui com uma reflexão para todos os jovens que estão escolhendo sua carreira: olhem primeiro para dentro de si e busquem fazer aquilo que verdadeiramente lhes mova, que gere paixão. Apaixonem-se pelo seu trabalho, vejam nele uma forma de crescimento pessoal e de imprimir sua marca no mundo.

3 Comentários

  1. Francisco camara disse:

    Você é guerreira mesmo, um filho tão jovem , tanta responsabilidade e desafios a serem superados e vc buscou forças e pelo talento continuou uma história e a fez ainda maior.
    Parabéns!

  2. Paulo Gil disse:

    Tarsia, bom dia.

    Permita-me algumas considerações.

    Apesar de tanta evolução tecnológica e demais avanços sociais os jovens ainda chegam às Universidades com “a bússola sem ponteiros” e ainda tem gente contra a reforma do ensino médio.

    Outro dia li um artigo genial que dizia:

    Uma criança quando chega ao primeiro ano do ensino fundamental, já tem x horas de Internet, já assistiu y horas de canal por assinatura, todas as novelas, telejornais, programas policiais e no mínimo os comerciais de filmes de violência que passam todos os dias na TV, sem contar os Tele Jornais e mais ou menos, já mandou 100 zapzap´s e utiliza o Tablet e o celular como ninguém.

    Ai chega no primeiro dia de aula e a Tia Cotinha apresenta a Cartilha “Caminho Suave”.

    E isso não é de hoje é desde os meus tempos de estudante e olha que já faz tempo.

    Apaixonar-se pelo trabalho é bom, mas o ótimo é fazer o que seu coração diz para você fazer, mesmo se você ganha R$ 800,00/mês.

    O crescimento pessoal é importante, mas o mais importante é ser uma pessoa empática, pois as relações humanas, são complexas e no Brasil, segundo um renomado Professor de Administração,
    o que vale é a amizade e não a competência.

    Quanto a imprimir a sua marca no mundo, isto requer muiiiiiiiiiiiiiiiito cuidado, pois o mundo (Sistema) não acolhe muito bem pessoas com marcas próprias.

    Eu recomendo aos jovens em início de carreira que sejam FLEX e como uma pizza de oito sabores diferentes em uma só; afinal se não fizer a “pizza”, nada decola.

    Mas o melhor mesmo é seguir o que o jovem coração quer e SEJA FELIZ.

    Att,

    Paulo Gil

  3. Ricardo Vasconcelos Lelis disse:

    Boa noite Társia,

    as vezes me pergunto, se dificuldades forçam um amadurecimento precoce ou nos moldam no caráter.
    Estou aqui pensando com meus botões quantas coisas você passou na sua vida com 23 anos de idade.

    Parabéns pela trajetória!

    Att.

    Ricardo Vasconcelos Lelis

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