Tarsia Gonzalez leva a outras empresas sua expertise de gestão de pessoas
21 de Março de 2017
Como falar com diferentes pessoas e tocar seu coração
24 de Março de 2017

A riqueza da gestão motivacional

Criar metas e saber do que a empresa precisa é natural para qualquer gestor. Mas a riqueza de um líder está em também entender o que as pessoas precisam, para criar estratégias condizentes com propósitos e realizar uma gestão motivacional.

Encorajar e motivar pessoas não é tarefa fácil. Todo executivo exerce uma liderança dentro da organização e, para gerenciar de forma assertiva, precisa entender a dinâmica de cada tipo de negócio. O processo de buscar soluções diárias, focadas em metas, comprometidas com os objetivos estratégicos da companhia, é ininterrupto e, se não tomarmos cuidado, nos engole. Nisso, podemos esquecer o primordial: compreender as necessidades das pessoas que formam as equipes. Elas são peça fundamental para o sucesso de uma empresa.

Uma visão restrita a resultados, apenas, que verifica números e não presta atenção no todo, no ambiente corporativo, no comportamento das equipes, compromete, num longo prazo, também os resultados. Uma gestão que não leva em conta o coeficiente humano pode levar ao alto turn over ou mesmo a comportamentos individualistas das equipes. Resultado: times não engajados, não conectados, diferentes equipes com resultados desconexos. Uma empresa sem coesão.

Dados e números deixam tudo pronto para a decolagem, mas são as pessoas quem estão ali, na ação, no comando, esperando reconhecimento e valorização. Como gestora e palestrante, observo, muitas vezes, que as pessoas são como copos vazios: durante um treinamento motivacional ficam animadas com novos projetos, uma euforia que, se não for transformada em metas reais, logo se desfaz e precisa de constante renovação.

Ser um líder motivador é tarefa para poucos, exige muita calma e sabedoria. É preciso mediar resultados com motivação. Dar o devido suporte ao desenvolvimento profissional das pessoas, a fim de que se sintam parte, estejam focados todos no mesmo objetivo.

Minha dica é fazer uma avaliação anual do negócio. Por volta de outubro ou novembro: o que foi feito? Foi satisfatório? O que falta fazer? Qual o caminho? Busque a opinião das equipes, motive as pessoas a colaborarem com o traçar dos planos, para estejam dentro dessa realidade e entendam, desde o começo, como seus talentos, aspirações e aptidões serão aproveitados.

Depois das metas traçadas, acompanhe mensalmente, mostre a responsabilidade individual dentro do todo, como cada um é importante, como o desempenho do todo cai se uma peça não está bem colocada. Instigue as pessoas a se auto motivarem. Como? Os objetivos e propósitos da empresa precisam ser condizentes com os objetivos e propósitos pessoais. Tudo começa na contratação, na colocação correta dos talentos, para que entendam seu papel e a importância de cada um.

Uma gestão motivacional é o equilíbrio entre criar metas possíveis, processos eficientes e delegar, conforme as capacidades, chamando a todos para a responsabilidade. É preciso entender que são as pessoas que irão realizar e que elas precisam estar não só bem preparadas ou bem remuneradas, elas precisam de algo mais, um detalhe que toca o coração e faz a equipe brilhar.

3 Comentários

  1. Francisco camara disse:

    Eu aplico uma relação bem humana na minha empresa , tento motivar minha equipe e mostro p eles que eles motor p colocar este carro em movimento

  2. Paulo Gil disse:

    Amigos, bom dia.

    Motivar é fácil, o problema não está ai.

    Afinal o colaborador como parte mais fraca na relação capital – trabalho, sempre se motiva por qualquer coisa, ainda mais promessas
    de vantagens seja de que tipo for, bem como se considerarmos a “inocência” da grande maioria.

    Complemento o texto, com o que considero importante, no diálogo franco e aberto (claro na medida do possível) entre as companhoas e os colaboradores
    e principalmente que as companhias respondam aos colaboradores, mesmo que seja uma resposta negativa, como um NÃO.

    Sei que não estamos vivendo a estória de Alice no país das Maravilhas, mas se as companhia forem mais sinceras com os colaboradores, tudo será melhor
    e mais leve tanto para o capital como para o trabalho.

    Mas sou otimista, o tempo fará com que isto aconteça, pois quem não fizer ficará parado no tempo e no espaço, tendo em vista a era do “zap zap”.

    Att,

    Paulo Gil

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *