O que falta nas relações – Parte I Reconhecimento
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Vivemos durante muito tempo a cultura do ter para ser alguém. Esses tempos mudaram e a postura ética e amorosa está valendo mais: o ser é que traz, com o tempo, o reconhecimento que tanto buscamos.

Acredito definitivamente que tudo está interligado: como percebemos o ontem, como vivenciamos o hoje e como planejamos nosso amanhã. O tempo é um só. E o que estamos construindo será nossa realidade futura, vamos conviver com essa pessoa que estamos formando hoje, dentro de nós.

Recebemos, da sociedade, de nossos pais, de forma cultural, muitas verdades prontas sobre o que é “ser alguém na vida”. Durante muito tempo, ser alguém significou atingir determinada posição social, ter uma casa, carro, bens, ter um emprego, um bom salário. Ter era o que definia quem éramos.

Quando penso nisso e na minha realidade, vejo apenas quem sou e isso me basta. Mas você pode pensar: “mas, Tarsia, você trabalhou tanto, construiu uma carreira de sucesso” e eu vou responder: “tudo que fiz, foi para ser uma pessoa melhor, uma profissional melhor, para ser a melhor naquilo que empreendi. Jamais fiz com o objetivo de ter algo. Porém, o empenho é sempre recompensado, e o ter, seja ele retorno financeiro, seja ele o reconhecimento de seus superiores, e mesmo do seu próprio interior, vem”.

Eu não preciso ter nada para ser quem eu sou. Quantas pessoas tem tanto e mesmo assim se perdem em sua essência e caráter? Se estou satisfeito com quem sou, é porque consigo trazer à tona minha alegria, minha luz e meu entusiasmo. Sem esses ingredientes, o resultado que vem, muitas vezes, pode ser grande em tamanho e ainda assim é insatisfatório.

Não precisamos do que é material para deixar transbordar nossa energia pessoal. Pelo contrário, é ela quem vai nos direcionar até nossos objetivos. Quando somos proativos, e realizamos aquilo a que nos propomos, e somos éticos, amáveis, respeitosos, bondosos, o reconhecimento vem, seja ele financeiro, espiritual, emocional, social. Não existe o ter sem antes ser. Uma hora a conta chega e o ter sem a essência pessoal não traz satisfação.

3 Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Tarsia, bom dia.

    Hoje você está inspirada, heim…

    Eu concordo, mas faço algumas observações complementares de como eu vejo o status dos tempo de hoje – 2017.

    1) A estrada da vida de todos tem buracos, e estes são os que nos trazem a experiência para desviar deles, mas a cada um de uma forma, mais doída, mais rápida, mais lenta, enfim,
    em algum momento cada qual irá aprender a “desviar”, mesmo quebrando muita suspensão ou cortando muitos pneus.

    2) Financeiramente, é cruel não dispor do mínimo. “O dinheiro não traz felicidade, MANDA BUSCAR EM PARIS”

    3) Espiritualmente, o importante é evoluir, mas isso só com o tempo e os buracos da nossa própria história.

    4) Sou de uma geração que, apesar de não ter vivido a guerra na pele, meus avós e pais sentiram, pois nesta época sentiram algum tipo de efeito dela,
    mesmo não tendo guerra no Brasil.

    Isto acarretou nesses avós e pais uma preocupação muito grande quanto a “sobrevivência” dos seus e com todas as suas limitações de estudo,
    foram transmitidas aos descendentes muitas recomendações e até imposições para que tivéssemos condições mínimas para não passar
    certas necessidades.

    Por experiência própria, posso dizer que foi 50% válido e 50% não válido.

    Mas como minha avó dizia; “tudo tem seu tempo”.

    E o tempo é individual para cada SER, hoje aprendi isso.

    Mas a todo tempo, não esqueça do seu sonho, o tempo de realizá-lo chegará.

    Nunca deixe de sonhar, de mudar, de reclamar, de mudar de idéia, enfim viva e sonhe.

    A evolução do espírito lhe trará o sonho.

    SER FELIZ !

    Att,

    Paulo Gil

  2. Odeir Jose Mendes disse:

    Boa tarde Tarsia, também acredito que hoje, precisamos muito mais em sermos pessoas, seres humanos, aprender a reconhecer nos outros os verdadeiros valores essenciais para que possamos então a ter, conquistar nossos objetivos materiais.

    Obrigado por você passar sua experiência de vida, por ser esta pessoa encantadora da qual venho acompanhando desde a sua participação no Fantástico.

    Desejo e peço a DEUS que lhe abençoe e ilumine sempre sua vida, que seu sucesso continue cada vez maior.

    Um grande abraço

    Odeir Jose Mendes – Professor e Instrutor de Controladoria – Detran

  3. Ricardo Vasconcelos Lelis disse:

    Boa tarde Társia,

    muito bom o texto. Parabéns!

    Algumas pessoas que eu acho que conheço, mas não me conhecem, acham que nasci em berço de ouro. Não nego que nunca passei necessidade de nada. Sempre tive estudo, comida, um teto, saúde, muitas dessas coisas o dinheiro pode comprar, mas não a sua essência, sua importância.
    Eu tenho dois extremos dentro de casa. Meu pai vem de uma família muito humilde, daquelas onde as crianças começavam a trabalhar muito cedo para ajudar no sustento da família, afinal, 13 irmãos fizeram meu pai começar aos 5 anos a fazer algo.
    Minha mãe vem de uma família também humilde mas que já tinha algumas posses, teve estudo, formação etc.

    Isso, ter os dois lados da moeda dentro de casa me ensinou muito a “SONHAR”. Meus pais me ensinaram até onde sonhar. Esse negócio de que sonhos não tem limites, é uma enorme fábrica de frustrados EU não creio nisso, mas não descarto que sonhar é importante.

    Me assusta muito como as pessoas são rotuladas hoje com relação a bens materiais e financeiros. Quantas pessoas magníficas se tornam invisíveis por não ter dinheiro, carro do ano, casa boa, roupas de marca e ostentar tudo isso. Quando paro muito para pensar sobre a sociedade em que vivemos, fico assustado.

    Eu não tenho o emprego dos sonhos, mas trabalho em algo que me deixa muito feliz como pessoa onde o resultado do meu trabalho gera benefícios a terceiros.

    Eu corro muito atrás de uma pequena medida de paz para minha vida. Ainda não sei se a encontrei, mas a busca é incessante. É muito importante se olhar no espelho e saber quem é que está sendo refletido lá. Infelizmente, muitas pessoas hoje não conseguem ver o próprio reflexo.

    Att.

    Ricardo Vasconcelos Lelis

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