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O ano começa mesmo depois do carnaval?

Fui buscar na história geral e na minha história como gestora os motivos para essa máxima e me peguei pensando: será que a crise nos fará ter um outro comportamento diante da vida?

O Carnaval é uma festa popular celebrada em todo território nacional, que faz parte da nossa cultura. Uma celebração que remonta à Grécia antiga, quando os prisioneiros recebiam um dia para festejar, fantasiados de reis, antes de serem levados à morte. A festa que leva ao caos – é uma analogia forte, mas que precisa ser pensada.

Repaginado, o carnaval é celebrado de diferentes formas em alguns países, mas no Brasil, onde acontece desde o período colonial, ganhou proporções gigantescas. Uma festa pagã ligada, de forma geral, ao caráter de subversão de papéis sociais, na qual, por um determinado momento, o indivíduo pode se transformar temporariamente. Ser quem e o que quiser. Por alguns dias, é possível, por trás da fantasia, criar um outro eu.

Me recordo que, quando era criança, meus pais participavam de festas de salão nos clubes da cidade, ouviam as marchinhas e jogavam confetes. Eram festas alegres. Depois, me recordo das escolas de samba no Rio de Janeiro e que eu ficava louca de curiosidade para assistir os desfiles, as celebridades, as atrizes com suas roupas de brilho e seus corpos esculturais. Em Olinda, os desfiles dos “bonecos de Olinda”, mundialmente conhecidos, parecia uma festa para as crianças e é uma tradição que foi perdendo força ao longo dos últimos 20 anos.

Em 1969, época de grandes mudanças políticas no Brasil, em plena ditadura, surgem os trios elétricos em Salvador, o povo cantando músicas de Caetano Veloso, que na época se encontrava preso no Rio de Janeiro. Época de Moraes Moreira, Elba Ramalho, Gilberto Gil, Gal Costa e outros que, além da diversão, buscavam a liberdade de expressão. Esse mesmo carnaval, com o tempo, virou um negócio milionário, transformou a brincadeira em algo sério, em um Brasil democrático. Em 2016, Salvador recebeu 580 mil pessoas durante os dias de festa, 20% a mais do que no ano anterior.

5 Comentários

  1. Junior Fonseca disse:

    Acho que para um Pais que se encontra em crise ficar parando por qualquer negocio , fica difícil desenvolver se. Aqui qualquer coisa temos um feriado , assim nunca chegaremos a lugar algum. Como Você mesma disse carnaval hoje é um negocio gera muito dinheiro e trabalhos temporários , mas se fomos analisar, será que vale apena para o Pais. Mas cada um vê por um angulo, fora muitas coisas erradas que ocorrem nesta época. Carnaval alguns anos atras era uma festa calma tranquila , hoje já se transformou em algo muito diferente. Abraço

  2. Ciane disse:

    Blog ótimo 👏👌 .

  3. Ricardo Vasconcelos Lelis disse:

    Boa tarde Társia,

    já pensei muito no impacto financeiro que os feriados têm no Brasil. Busquei em outros países sobre o tema e descobri que o Brasil não é o único país no mundo que tem tantos feriados.
    A meu ver, para o comissionado ou o patrão é complicado os dias parados, os feriados “emendados” etc. Para o empregado talvez seja bastante cômodo pois recebe mesmo sem trabalhar e se trabalha ganha hora extra (é o que diz a nossa Constituição).

    Sobre Carnaval eu seja um tanto quanto suspeito para argumentar, pois não gosto da festa e nem do estilo musical. Mas respeito quem goste!

    Att.

    Ricardo Vasconcelos Lelis

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