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Nossas Falhas

Estes dias tenho me dedicado a me observar. Estou lendo “O código da Inteligência” do autor Augusto Cury com um olhar questionador e quando li uma pequena passagem com o título: “E as nossas falhas?” Parei para pensar sobre algumas passagens da minha vida.

Augusto Cury diz:

É fácil criticar quem não decifra os códigos da sua inteligência. Somente grandes pensadores, como Einstein ou Freud, erraram nas relações humanas? Se voltássemos o dedo indicador para nós mesmos, passaríamos ilesos? Será que não há zonas de conflitos que nos têm levado a colocar pessoas importantes no rodapé de nossa história, ainda que não admitamos? 

Quem não é herói em alguns momentos e vilão em outros? Quem não é maduro em determinadas funções da inteligência e infantil em outra? 

Que psicólogo, pedagogo, sociólogo ou filósofo não tem reações incoerentes e tolas quando atingido por determinados tipos de estresse? (Pág.42).

Logo que terminei esta parte me lembrei de algumas circunstâncias vividas por mim. Do quanto já fui cobrada duramente por “ser psicóloga” e com isto ter “obrigação” de entender e resolver todos os problemas dos outros. De ter que aceitar atitudes de agressividade, injustiça, falta de caráter, afinal, eu tinha de ter a capacidade de entender sempre. Isto me deixava furiosa, mas ao mesmo tempo eu passava a cobrar de mim mesmo mais tolerância em relação as “babaquices” alheias. Perdi um grande tempo com isto.

Hoje com uma percepção totalmente diferenciada não permito mais o outro ou, eu mesmo, ser cobrada por tamanha perfeição, e digo mais, não há ser humano perfeito, estamos em constante desenvolvimento e vivemos numa sociedade imperfeita onde precisamos ser mais realistas. Eu estou cada dia mais seletiva. Cansei de ser a “salvadora da pátria” daqueles que querem ser sempre ajudados e chegam apenas para sugar o meu melhor. Não aceito ser acorrentada e muito menos obrigada a aceitar as armadilhas dos outros. Aprendi a dizer não e perdi o medo de ser julgada por simplesmente falar a verdade que o outro não aceita enxergar. Sou dona do meu tempo, da minha energia, da minha vida e na busca constante do meu desenvolvimento pessoal, profissional e afetivo sei exatamente o que não quero e com toda consciência e lucidez faço minhas escolhas sem permitir ser manipulada ou usada por ninguém. O tempo passa e nos traz a oportunidade de enxergar a verdade ou continuarmos cegos e eu jamais serei uma conformista que acredita que tudo na vida é obra do destino.

Tenho fé mas sei também que temos nosso livre arbítrio, por isto podemos fazer nossas escolhas. E eu escolhi o caminho da verdade. Eu escolhi ser justa. Eu escolhi amar.

Sou o que sou e assim quero viver e ser respeitada como ser humano falho e em busca de sabedoria sem a obrigação de entender tudo e todos. Cada um deve responder por si e não ser querer ser vítima para o mundo.

Foto: Acervo pessoal

1 Comentário

  1. Fred disse:

    Tarsia, comecei há algumas semanas ler seus artigos, parabéns!! Quão bom é ler algo que nos engrandece, o interessante que algumas de suas passagens parecem nossas, seus leitores. Hoje em dia me sinto muito frustrado, são 16 meses fora do mercado desses, últimos 9 meses completamente ao leu. Obrigado por me fazer sentir um pouco melhor lendo algo construtivo.

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