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Mudanças na remuneração, um pesadelo ou a solução?

Muito se discutirá ainda sobre mudanças na remuneração dos brasileiros, na busca por um país transformado e melhor para todos. De um lado, os pessimistas, do outro, aqueles que entendem que a transformação é necessária, e no meio, muitos desinformados tornam a situação ainda mais complicada. Mas não podemos esconder o sol com a peneira, como se diz.

 

Estamos vivenciando uma busca pela realidade de um novo Brasil. As empresas, para suportarem a crise, renegociam salários, trazendo à tona uma situação de falsa realidade financeira que foi criada pelos dois últimos governos do PT. Nós vivemos uma linda ilusão, que a economia não pôde segurar. Não era a resposta certa, embora a pergunta siga sendo a mesma: como agir para melhorar a vida de todos?

 

Na Transpes, nós respeitamos as pessoas. Temos processos sérios e regras justas. Mudamos constantemente, para nos adequarmos às realidades que surgem, mas nunca, em nenhum momento, deixamos de lado as necessidades de quem realmente constrói a companhia: nossos times. Mas isso não significa que seja possível, infelizmente, ficar à parte da realidade de crise instalada no país.

 

Para mim, a receita é uma só: gestores que se preocupem com as pessoas e sejam honestos. E o que vemos, infelizmente, são pessoas que dirigem empresas mecanizadas em seus processos, com altíssimo turn over que pouco se importam em engajar as pessoas nas transformações pelas quais passam. Nunca é fácil mudar, mas estagnar não é a resposta.

 

Miriam Leitão, em sua coluna em O Globo, enfatiza o quanto ainda teremos de altos e baixos, até que possamos respirar mais aliviados: “O país começa, enfim, a sair do buraco no qual despencou em 2014, mas essa caminhada será com números positivos e negativos se alternando, e muita lenta”, ela explica, e mesmo o desemprego, segundo ela, quando diminuir, será muito lentamente. Uma crise severa econômica e de valores como vivemos não vai embora assim, da noite para o dia. É preciso que tenhamos aprendido algo com ela.

 

E há quem critique sem conhecimento de causa e há quem simplesmente não queira aceitar que a realidade mudou, que estamos passando por uma transformação e que não há volta. Atuo no Conselho Administrativo de uma empresa escolhida por seus colaboradores como a melhor para se trabalhar em todo o país. Temos pessoas com 20 anos de casa, até mais. E ninguém quer sair. E ninguém será prejudicado, mas todos terão que se adequar ás mudanças. As pessoas são mais importantes do que os processos, embora ambos sirvam para fazer da realidade algo que efetivamente nos traga melhorias, mesmo que em um primeiro momento tudo pareça confuso e unilateral.

 

É como questiona Ricardo Amorim, em sua coluna para a Isto É Dinheiro, em que fale sobre as mudanças trabalhistas – depois de citar toda a realidade que pode advir dela, dando a impressão de uma conotação completamente negativa, como fim dos 30 dias de férias, de adicionais por horas extra, do FGTS e de multa por demissão por justa causa: quem iria querer morar e trabalhar em um lugar assim? E ele mesmo responde: milhões de pessoas, precisamente, que hoje estão sendo impedidas de entrar nos EUA. Sim, lá é essa a realidade e, ainda assim, as pessoas vão aos milhares em busca de uma vida melhor,preços e a inflação muito menores, taxa de desemprego um terço menor do que no Brasil e salários, em média, 7 vezes maiores. Qual o segredo? O que podemos aprender com isso?

 

Fontes:

http://blogs.oglobo.globo.com/miriam-leitao/

http://istoe.com.br/talvez/

 

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