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Mas afinal, o que é o carnaval?

Festa pagã, cinco dias de folia, a possibilidade de esquecer os problemas do dia a dia e de vestir uma fantasia. Por que o brasileiro espera tanto por essa festa? Ao invés de simplesmente pular o carnaval, por que não se espelhar no grande negócio em que ele se transformou?

Desde cedo, aprendemos que trabalhar é ruim, algo totalmente dissociado de curtir a vida. Passamos a semana inteira nos arrastando pelos nossos afazeres, afundados em estresses, esperando pelo final de semana, quando seremos verdadeiramente felizes. Mas a felicidade dura pouco, e a segunda-feira logo está ali, à espreita. Acontece o mesmo com o carnaval: passamos meses esperando, planejando, nos preparando para 5 dias em que podemos colocar toda nossa rebeldia para fora, e depois, voltamos à nossa realidade, nada feita de plumas e confetes.

Para Tarsia Gonzalez, isso acontece por um único motivo: “quando não estamos felizes, tudo se torna mais difícil. Trabalhamos para realizar os sonhos dos outros, não os nossos”, explica a gestora e psicóloga, presidente do conselho de uma das maiores empresas de transporte do país e palestrante sobre gestão e planejamento. Segundo Tarsia, o carnaval, que começou como uma última chance de alegria para pessoas condenadas à morte na Grécia antiga, continua com o mesmo fundamento: “nós transbordamos no carnaval tudo que deixamos guardado no restante do ano, porque aprendemos que trabalho não pode ser associado à felicidade”.

O que não vemos é que o carnaval é um grande negócio: segundo dados da Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (RioTur), 977 mil turistas visitaram a capital fluminense e movimentaram US$ 782 milhões, só em 2015. Em São Paulo, no mesmo ano, o número de turistas quase dobrou. Na Bahia, a movimentação financeira, de acordo com a Setur, foi de R$ 1 bilhão, dos quais R$ 750 milhões somente em Salvador. Em Pernambuco, a festa representou um incremento de mais de R$ 1 bilhão na economia local*.

São empregos gerados, comércio em movimento, um verdadeiro mecanismo que funciona para ampliar renda e visibilidade. “Ninguém está dizendo que o carnaval não é bom, pelo contrário. O carnaval é lindo e genuinamente cresceu com uma identidade brasileira – ninguém tem o que nosso carnaval tem”, lembra Tarsia. Mas ela enfatiza: “o que nós precisamos é usar o carnaval como inspiração para a vida e acabar com essa nuvem de estagnação que toma conta de nós o ano todo”.

 Para quem trabalha com o carnaval, a palavra de ordem é comprometimento – com a alegria da festa e com o andamento correto de cada etapa, para que tudo fique perfeito. “O comprometimento com nossos sonhos e projetos de vida também podem ser os responsáveis por acabar com a máxima que só podemos ser felizes 5 dias por ano. E acabar também com a ansiedade, que faz com que tudo fique parado, esperando pelo carnaval, para só depois começar a realmente funcionar”, finaliza Tarsia.

*Fonte: http://www.turismo.gov.br

6 Comentários

  1. Sérgio Valério Gonçalves disse:

    “Vendeu seu terno, seu relógio e sua alma, até o Santo ele vendeu com muita fé, tanto investiu na brincadeira pra tudo se acabar na na quarta feira”.

  2. Ricardo Vasconcelos Lelis disse:

    Boa noite Társia,

    talvez eu seja suspeito para falar sobre o tema. Não gosto do carnaval. Simples assim! Nada contra quem goste, mas são dias que aproveito para descansar “em casa” para o batente do resto do ano, afinal, o Brasil tem o péssimo hábito de começar a buscar evolução somente após essa data.

    Vejo o carnaval hoje como algo que foi deturpado do seu significado real. Os mais velhos sempre dizem que os antigos bailes e etc eram lindos. Essa deve ser a busca do Carnaval. Resgatar o que ele trazia de bom para época.

    Att.

    Ricardo Vasconcelos Lelis

  3. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    A vida e como a fisica.

    “TUDO DEPENDE DO REFERENCIAL”

    Eu aprendi que trabalgar e bom e curtir a vida e melhor ainda, mas sem dinheiro nada se curti.

    Mas a unica forma de ganhar dinheiro honestamente e trabalhando, alem de ser bom de matematica; pois trabalhar sem ter lucro, nao da resultado financeiro.

    Em outros paises um garoto le “x” livros por ano e ja no Brasil se um garoto ler 1 por ano ja esta no lucro.

    Mas o garoto brasileiro e menos inteligente que os demais garotos do mundo ????

    Claro que nao.

    E que no Brasil temos o SOL em abundancia e o espirito alegre do brasikeiro.

    Se confinarmos um garoto brasileiro num forte inverno ele tambem lera “x”, isso se nao surtar rssssssss.

    Os referenciais sao distintos, o carnaval festa para alguns e o carnaval negocio para outros.

    Portanto tudo depende do referencial.

    O trabalho e salutar, o que e doentio sao os egos, o ehoismo, a politica, o clima organizaciona, a hipocrizia e tudo mad.

    E o ca4naval de 2017, apesar de ele estar surpreendendo e superando espectitativas ele e apenas uma ilusao.

    Pous diante das mazelas ja feitas e das que continuam a todo vapo, por exemplo TRANSNORDESTINA e o AEROTREM ABANDONADO DE SAMPA, e similar aos leos.

    Portanto so resta ao povo festejar eempres que puder nao so no carnnava, afinal t6do depende do referencial.

    E o referencial do povo e o pior possivel.

    ” Quanto riso, o quanta alegria, mais de 1000 palhacos no salao”

    Bora festa, porque niguem e de ferro.

    Att,

    Paulo Gil

  4. Guilherme Silveira disse:

    Muito interessante o artigo, nos faz pensar nos dois lados do Carnaval, trabalho e comprometimento com a diversão. Parabéns

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