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Igualdade de gênero: uma opção rentável para as empresas

igualdade de gênero

É possível conquistar igualdade de gênero nas empresas? Para Tarsia Gonzalez, que preside hoje o Conselho Administrativo da Tranpes, uma das maiores empresas do setor de logística do país e escolhida pelo terceiro ano consecutivo a melhor empresa para se trabalhar do país pela Revista Você S/A, a resposta é sim. Contudo, para que isso aconteça, é preciso, primeiro, que as companhias exercitem trabalhar com as diferenças.

Igualdade de gênero: Embora ter mulheres em seu time seja comprovadamente rentável para as empresas – um estudo do Peterson Institute for International Economics, feito com mais de 21 mil empresas em 91 países, as organizações que têm mais mulheres em posições de comando apresentam resultados melhores: aquelas com 30% de presença feminina têm lucro 15% maior em relação àquelas com menor presença das mulheres – a questão mais importante está em como gerenciar talentos, respeitando as diferenças.

“Homens e mulheres tem talentos complementares”, afirma Tarsia, “e cabe às empresas estarem preparadas para receber a diversidade e entender como utilizá-la”. Para a gestora, que também é psicóloga, o mais importante é saber ouvir: “as empresas têm pressa, mas essa atitude desenfreada em busca de resultado acaba deixando de lado o essencial: entender se cada talento está no lugar certo, o que vai fazer com que ele aflore e seja 100% aproveitado”.

Para ela, mulheres são mais agregadoras, enquanto homens são mais pragmáticos, ambas características essenciais para as companhias: “mas somos todos seres humanos, há homens agregadores e mulheres com olhar mais orientado para resultados. Na verdade, essa é apenas uma visão generalizada, mas que procede com o que vivencio no dia a dia da empresa”, explica Tarsia.

Se o importante é tempo para ouvir, é preciso que as companhias diminuam o passo, certo? Não necessariamente: “ter pessoas bem preparadas para contratar e uma relação humana com os funcionários é um passo adiante – na Transpes, uma vez por semana eu almoço no refeitório, com os funcionários. Sempre escolho alguém e me permito ouvir. Quem é essa pessoa? Como ela vê seu trabalho, sua família, seu lugar no mundo? Essa proximidade é reveladora em muitos aspectos e humaniza o nosso olhar de gestão”, revela.

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