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Estresse, o principal desafio das empresas modernas

Vivemos a era da produtividade, tudo em nome do crescimento: metas, prazo, menos tempo e mais resultado. Uma realidade que está afetando a saúde dos colaboradores e que se tornou o maior desafio das empresas modernas: como conciliar crescimento e um ambiente organizacional saudável?

Com tantas mudanças radicais na sociedade mundial nos últimos 10 anos e com as transformações geradas pelo mercado digital, os desafios para as empresas tornam-se cada vez maiores e mais complexos e eu pergunto: até que ponto a produtividade tem que pautar 100% dos processos de uma companhia?

O mercado pede resiliência, mas nem todos os seres humanos estão aptos a conviver com tamanha cobrança e com tantas mudanças de hábitos. As mudanças ocorrem e temos que aprender a navegar, nos adaptarmos ao movimento, sermos flexíveis, porque, se a sensação de medo e insegurança dominar, o estresse toma conta.

Vemos, hoje, um mercado com uma concorrência acirrada para vencer, e sabemos que existem momentos em que os CEOs, os conselhos e executivos chegam a ser cruéis. Se as metas e objetivos são maiores do que a realidade da empresa, esse processo pode gerar uma insegurança que vai, em efeito cascata, tomando conta de toda a organização.

Outro vilão das empresas modernas é o individualismo. Gestores e colaboradores individualistas adoecem o ambiente – estamos todos no mesmo barco e a possibilidade de vencermos vem do trabalho em equipe. Estamos passando por um processo de mudança que deve ainda durar pelo menos 5 anos, será preciso muito trabalho e muita parceria para, juntos, nos reerguermos e construirmos um mercado novo, mais sólido.

Mas, e qual a saída para o estresse? 50% é uma questão de equilíbrio. Estamos em um momento de transformação que é generalizado: home office, grupo no Whatsapp, consumidor omnichannel, tudo isso veio para ficar. E cabe a cada um administrar seu tempo e encontrar o equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal. Usar a tecnologia a favor e não conta você.

Os outros 50% vem de entender seus reais objetivos. A receita é básica: entender o que se quer e buscar equilíbrio. Mas só isso? Não, tudo isso. Quando li o livro “Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes”, de Stephen R.Covey, grifei um trecho que dizia: “o problema é que a nossa cultura moderna diz: chegue mais cedo, trabalhe até mais tarde, seja mais eficiente, sacrifique-se no momento. No entanto, a verdade é que o equilíbrio e a paz de espírito não são produzidos por essas condições; eles acompanham a pessoa que desenvolve uma noção clara das suas prioridades mais elevadas e que vive voltada para elas com ênfase e integridade”.

Essa máxima me marcou muito e é o que pratico, tanto para minha carreira como enquanto gestora. E enfatizo: temos que nos planejar, saber onde queremos chegar, não deixar que nada corrompa nossos valores e nos pautar por um respeito à nossa própria individualidade e ao outro. Quando um líder realiza uma gestão humanizada, consegue perceber o momento de cada um, saber a medida das cobranças e preencher a cultura organizacional com valores nobres. Só assim terá soldados motivados e felizes, preparados para enfrentar as crises, os estresses e para levantar a cada queda que acontecer.

3 Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Tarsia, boa tarde.

    Tema instigante, vou comentar por partes algumas das suas colocações.

    1) “…e sabemos que existem momentos em que os CEOs, os conselhos e executivos chegam a ser cruéis.”.

    Lamentável, em pleno 2017 ainda termos CEOs e Conselhos cruéis; isto é suicídio empresarial.

    2) “Outro vilão das empresas modernas é o individualismo.”

    Individualismo tem duas motivações:

    Falta de um líder, líder. (Sr. Gonzalez e outros que eu conheci pessoalmente na minha trajetória profissional) ou conveniência das companhias.

    3) “nos reerguermos e construirmos um mercado novo, mais sólido””

    O mercado do Brasil é imenso, basta o governo deixar os empresários e os colaboradores trabalharem sem os imensos obstáculos que impõem e causam a todos incluindo ai o desperdício do dinheiro do contribuinte que segue firme e forte.

    4) Embora haja tantas mudanças radicais, o estresse, o equilíbrio e a paz de espírito, na minha opinião eles são gerados e estão presentes porque as companhias não fizeram as mudanças radicais, mesmo de posse de tantas tecnologias, filosofias e paradigmas inquebráveis.

    A prova disto, está presente em todos os programas do “Chefe Secreto” que foram exibidos até hoje, sempre os mesmos problemas corriqueiros absurdos e velhos conhecidos dos colaboradores, menos dos “CEOS e Conselhos cruéis”.

    Posso dizer que em 40 anos os problemas ainda são os mesmos e é isso que causa o estresse, o individualismo, o desequilíbrio e a falta de paz de espírito.

    Sem contar o que a “burrocracia do Estado” causa ao colaborador quando este é cidadão e contribuinte.

    No mês passado fui assaltado a mão armada; tive e estou tendo tantos problemas “burocráticos” como vítima, que os autores não terão face a ilegalidade cometida.

    É por aí vai, se não forem extirpadas as mentalidades, as pessoas jurássicas e a “burocracia do Estado”, nada evoluirá e muito menos o mercado.

    Como diz meu sábio pai:

    “NO BRASIL FALTA TUDO”

    E como eu complemento:

    “O BRASIL TEM MERCADO PRA TUDO E TODOS, BASTA O ESTADO NÃO INTERFERIR E FAZER A SUA PARTE, SÓ ISSO.

    Att,

    Paulo Gil

    • Paulo Gil disse:

      Complementando:

      No Brasil, ser “clandestino” é mais prático.

      Esta é a verdade e por isso estamos na falência múltipla de todos órgãos, pessoas físicas e jurídicas.

      Att,

      Paulo Gil

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