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Em busca da real melhor idade

melhor idade

Nas últimas décadas, ganhamos muito em longevidade. Hoje, não se fala mais em terceira idade – aquela depois dos 60 anos, mas em melhor idade. As empresas fazem publicidade com as pessoas nessa fase da vida, viramos consumidores, fatia de mercado. Há produtos, serviços, pacotes viagens, academias especializadas, uma infinidade de coisas pensadas para quem está envelhecendo continuar a viver.

Melhor idade: Porém, olhamos em volta e vemos ainda uma sociedade que hiper valoriza a juventude: envelheça, mas mantenha a aparência impecavelmente renovada. Os modelos são jovens, como se a felicidade e a alegria pertencessem a uma primeira parte da nossa vida e fosse sendo dissolvida, como algo não tão importante, no decorrer do tempo.

Há muito saudosismo no envelhecer. Tudo era muito bom. E vemos isso nos encontros de formatura, nas comemorações de empresas, nos aniversários após os 45 anos. As festas, geralmente, são à moda antiga, como se tentassem retornar um tempo que não existe mais, uma alegria que era vivenciada há décadas e que hoje ficou meio fora de forma.

Não há graça no envelhecer. E por isso mesmo, há quem minta a idade, utilizando-se da tecnologia da saúde para driblar o tempo. Por que não fazer o contrário? Por que não aceitar que o tempo passa, mas que a mente pode continuar jovem, saudável e feliz? Com raríssimas exceções, quem passou dos 60 anos e continua a “aproveitar a vida”, buscando aventuras e oportunidades, ou é considerado inconsequente ou até mesmo ridicularizado.

Olhares de “ponha-se no seu lugar” acompanham a atualidade no comportamento da terceira idade. Sim, o mundo se diz moderno, mas ainda há muita reprovação para quem insiste em ver no passar do tempo algo natural, e que opta por envelhecer sem perder a jovialidade. De que adianta o botox, se a alegria não continua sendo exercitada?

O músculo da felicidade também precisa de yoga, vitaminas e passeios ao sol. Só assim é possível passar os anos com real qualidade de vida. E isso está na mente, no coração, especialmente de quem não se importa com a opinião alheia e prefere manter-se à parte dos modelos tradicionais, até para conseguir, aos poucos, mudá-los.

2 Comentários

  1. Tadeu Reis Dassumpção disse:

    Não existe essa de, viver à margem, da realidade atual, pelo simples fato de estar numa faixa de idade, superior aos 60 anos!!!
    O que mais importa é justamente a interação, de cada um, ao meio em que vive.

  2. Cristiane disse:

    Envelhecer eis a questão!

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