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Primeira década de vida: a educação que molda o futuro

De um jeito ou de outro, é na primeira década de vida que recebemos grande parte da nossa educação, e é justamente essa educação que molda o futuro de cada um. Compartilho com vocês as minhas memórias

Educação que molda o futuro: Nossa empresa nasceu em 1966 e eu, 3 anos depois, em 1969.

Nesta época, as coisas não eram nada fáceis. A Transpes ocupava uma sala de escritório na rua Olegário Maciel, 701, em Belo Horizonte.

Minha mãe, Ruth Castro, na época com 2 filhos e 28 anos de idade, administrava tudo. Acordava cedo, deixava meu irmão na escolinha e corria para o trabalho. Ela era responsável por toda a parte administrativa, contábil e de contas a pagar e receber. Meu pai cuidava da manutenção, do operacional e do comercial. Cheios de sonhos, muitas dívidas e 10 caminhões seminovos, trabalhavam com vigor e acreditavam no crescimento.

O Brasil passava por grandes modificações. Na época, nosso presidente era Emílio Garrastazu Médici, um grande empreendedor que motivava meus pais.

Quando eu tinha 2 anos, depois de muito esforço, já morávamos em casa própria e nascia meu irmão mais novo. Neste mesmo ano, 1971, a Transpes conquistou, ainda alugada, sua primeira garagem com oficina própria, na Avenida Antônio Carlos, 2909, também em Belo Horizonte. A carteira de clientes começou a crescer, e o atendimento era prestado basicamente para as grandes construtoras. Papai era um homem de muitos amigos e adorava futebol. Mamãe sempre foi uma grande companheira, formou-se em Nutrição pela Universidade de Viçosa e era a filha mais velha de 12 irmãos. Até hoje adora receber os amigos em casa.

Eu cresci neste ambiente alegre, com muita música e futebol todo fim de semana.

Em mais ou menos 5 anos depois, o crescimento da empresa foi vertiginoso. Meus pais alavancaram o negócio com consórcios e financiamentos para compra dos primeiros caminhões novos.

Eu já estava aproximadamente com 8 anos, idade em que, segundo a Psicologia, uma criança já tem formada sua personalidade.

Eu sempre fui, como papai dizia, “espevitada”. Corria muito e queria saber tudo o que estava acontecendo a minha volta. Queria ir junto com os meninos, meus irmãos, para todos os lugares.

Lembro da minha mãe, mulher linda e elegante, sempre de sapato de salto alto, cuidando de tudo. Casa impecável, amava plantas. Escolhia a roupa que papai ia vestir e deixava em cima da cama. Acordava cedo, levava a gente para a escola e ia trabalhar. Depois do almoço, eu “colava” nela e nunca ficava em casa. Me sentia muito importante indo com ela ao banco, cartório, supermercado e principalmente à empresa. Eu mexia em tudo. Aprendi datilografia sozinha. Minha mãe fala que, se precisasse de saber onde algo estava, era só me perguntar, porque eu sabia de tudo.

Quantas lembranças boas desta época que foi a primeira década da minha vida! De um jeito ou de outro, este período moldou o meu jeito “espevitado de ser”, a empreendedora que sou hoje, criativa, inovadora, observadora e arrojada.

Acredito que tudo é possível e adoro o que é belo.

Sou alegre e elegante, divertida e séria, rápida e intrometida. Assim minha criação moldou Tarsia Gonzalez.

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