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cultura empresarial

Quando falamos em cultura empresarial, acredito ser o conjunto de valores que remete aos sonhos e anseios do fundador de uma companhia. Assim aconteceu com a Transpes e meu pai, que a fundou. Angariar talentos que afinem com esses mesmos anseios é a grande questão do sucesso da trajetória.

Cultura empresarial: A Transpes trouxe por meio do fundador, meu pai, uma simplicidade, uma forma de trabalhar em que todos fazem parte, todos eram o todo, todos eram necessários, cada um com sua importância, e esta forma de agir, de inclusão fazia com que aquelas pessoas se sentissem orgulhosas e escolhidas por estarem ali, como eu me senti também.

O fato de ser mulher não me fazia sentir diferente, ao contrário, me fazia feliz e orgulhosa por ter sido escolhida. Quando conseguimos ter essa percepção e mostrar para o funcionário que ele tem reconhecimento, que ele tem valor e que aquela companhia tem valores sólidos, ele veste a camisa, independentemente do talento que ele tem.

Diversidade

As características dos funcionários não necessariamente têm de ser as mesmas, nós temos que ter diversidade de pensamentos, até para poder criar uma disputa saudável em relação ao conhecimento, então eu não acredito que existam profissionais que não se encaixam na cultura do negócio, desde que ela seja real, forte, sólida.

À medida em que o negócio começa a crescer, os valores do fundador passam a ser os valores da empresa. Ao ser percebido por todos, esse movimento gera uma organização justa, na qual todos podem ser ouvidos e têm o seu valor. Não existe algo que não se encaixa, porque, caso isso aconteça, mesmo que porventura passe pelo processo seletivo, o que é bem difícil, ele não vai permanecer. Porque queremos fazer parte de algo que nos fale a verdade ao coração.

Fazendo um paralelo entre empresa e família, da mesma forma que a família, as empresas também são constituídas por valores e, quando as pessoas entram nesta vivência, no dia a dia ocorre uma transformação interior. Vamos sendo permeados pela cultura à nossa volta e também contribuímos, com valores éticos, culturais, sociais e a convivência gera a homogenia e o que chamamos de cultura.

Nesse panorama, não existe adaptação do funcionário à empresa, existe aceitação e respeito às individualidades. Como isso será realizado depende muito da liderança, que precisa ser extremamente observadora, ela tem que perceber a todo tempo o que é que aquele colaborador tem como talento, o que ele gosta mais, de que forma eu posso aproveitar as suas qualidades e com que ele se sinta parte, valorizado e conectado com o todo da companhia.

1 Comentário

  1. Maria Elisa Neri disse:

    O ideial é que os empresários aproveitem o melhor de cada um de seus funcionários fazendo com que eles trabalhem com prazer e amor.

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