Cuidando da humanidade

No dia 19 de março, início de minha quarentena, decidi registrar minhas percepções e criei a série: “O Papel do Líder e o Covid-19”, hoje estou a exatamente 17 dias deste processo. 

Quando escrevi sobre a Liderança no limite do Covid-19 , disse que nosso desafio era continuarmos vivos e fui duramente criticada por algumas pessoas que me disseram que as coisas não seriam bem assim, que o mundo não podia parar. Já era o processo de “negação” presente na grande maioria.

Eu sou muito pragmática, gosto de dados e analiso resultados, comecei então a procurá-los e não me senti segura com a situação que nos encontrávamos. Apesar da confiança no sobrenatural, a realidade era outra. 

Passei então a refletir sobre “como” enfrentar tudo isto. Entendi que uma real transformação aconteceria, mas cada um teria o seu tempo. A desconstrução do conceito de “capitalismo” e a construção do “amor à vida” se fazia urgente e percebo que agora caminhamos para este estágio.

A HUMANIDADE grita por socorro, a consciência coletiva nos mostra que não tínhamos problemas tão difíceis assim. A mudança de hábitos para o bem-estar do próximo se instala e lindo de se ver. 

Nesse caos meu coração se alegra em ver pessoas se unindo em “cuidar do próximo”. As empresas com suas portas cerradas, não estão olhando pela primeira vez apenas para o seu caixa e sim para “fome” que bate à porta do próximo.

Como está valendo a pena viver tudo isto. Como está valendo a pena ver grandes empresários montando grupos solidários com objetivo de arrecadar cestas básicas para famílias desfavorecidas. Como está valendo ver a generosidade e a união em uma liderança coletiva que luta por um propósito nobre de cuidar do básico para toda humanidade. 

Fica então a pergunta: 

Será que não deveríamos ter feito isso sempre?

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