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As conquistas da mulher no mercado de trabalho

 A mulher conquistou muitos espaços nos últimos 10 anos. Mas será suficiente? Como está nossa igualdade dentro das companhias brasileiras? Você, mulher, se sente valorizada em seu desempenho profissional? Ainda há muito por conquistar, não é mesmo?

Eu sei pelo que você passa. Como mulher atuante em um mercado predominantemente masculino, como é o da logística, tive que enfrentar inúmeros obstáculos e o maior deles, certamente, foi ter que provar que eu era tão capaz quanto qualquer um dos homens da empresa.

A mulher conquistou muito nos últimos 10 anos. Mas ainda precisa brigar muito pelo que quer: segundo dados do Portal Brasil, com informações do Ministério do Trabalho, IBGE e OIT, nós hoje trabalhamos mais do que os homens: 7,5 horas a mais por semana, contra 6,9 horas a mais em 2005. Entretanto, eles ainda têm o mesmo tempo de afazeres em casa, 10 horas semanais. A mulher é ainda vista como principal “organizadora” da casa, com jornada tripla, coisa a que os homens não se veem obrigados a ter.

 Em 2007, as mulheres representavam 40,8% do mercado formal de trabalho; em 2016, passaram a ocupar 44% das vagas. Um crescimento pequeno, mas significativo, se pensarmos no curto espaço de tempo. Outra notícia boa, a meu ver, é que o desemprego está afetando menos as mulheres: segundo o IBGE, com base em informações do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged) e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho, o total de homens empregados sofreu redução de 6,4%, contra 3,5% entre as mulheres.

Mesmo sendo um pouco mais valorizadas e chegando mais a cargos de chefia – De 5% a 10% das empresas brasileiras são chefiadas por mulheres no Brasil, de acordo com um estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ainda ganhamos menos! No total, a diferença de remuneração entre homens e mulheres em 2015, ano com os dados mais recentes do indicador, era de 16%.

Falta valorização. Falta credibilidade. Falta sensibilidade para entender que a mulher tem qualidades distintas, fundamentais para a formação de times e que se encaixam perfeitamente na gestão de companhias. A nós, cabe seguir abrindo caminhos, mostrando a que viemos, sem perder a fé e a coragem. Se o mercado mostra sinais de melhora na sua relação com os gêneros, cabe a nós aproveitar a oportunidade para crescer.

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