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Como conviver (e mudar) com a realidade de preconceito que ainda existe com a mulher no mundo corporativo?

Nunca dei muita importância para a opinião alheia e acredito que esse fator foi crucial na minha trajetória de sucesso. Mas também sei que existem realidades diferentes e também empresas que tratam de forma muito diferente, ainda, homens e mulheres. A questão é: o que fazer?

Falar da mulher no mundo corporativo para alguém que sempre quebrou barreiras sem se importar muito com a opinião do outro não é fácil. Sei que a mulher ainda sofre muita discriminação no mundo corporativo e na sociedade e sei também que muitas vezes as coisas se tornam muito difíceis.

Menores salários, mais dificuldade na hora de garantir promoções, projetos de menor importância e, principalmente, o descrédito de chefias masculinas. A lista é grande se formos enumerar todas as situações pelas quais passamos no dia a dia corporativo.

No meu caso, como nunca me importei com a opinião alheia, acabei passando por cima da discriminação, sem maiores problemas. Mas também sei que sou privilegiada, pela minha criação, pelo ambiente em que vivi, sempre muito desafiador, e pela minha alma aventureira, que nunca aceita facilmente um não como resposta.

A verdade é que as organizações são formadas por sistemas sociais, nos quais sempre existe uma orientação predominante. No caso, a masculina. Deixando um pouco de lado a forma como eu construí minhas escolhas, é preciso pensar em uma maneira social de reverter essa realidade, aliando o pensamento de construir e agregar e se empoderando, para estar sempre apta a brigar de frente com a forte barreira que encontramos.

O preconceito infelizmente ainda existe então o que temos de refletir é qual a maneira mais interessante de lidar com ele – há quem saiba movimentar-se melhor por entre os desafios, outras pessoas precisam de mais tempo e até de ajuda, algumas vezes profissional. Entra aí o papel importantíssimo da gestão humanizada, que precisa identificar e gerenciar talentos, independente do gênero.

A questão é: o preconceito existe? Sim. Ele vai desaparecer de uma hora para outra? Não. É um desafio diário, uma realidade que mostra uma luz no fim do túnel, mas que ainda precisa que pensemos sobre o assunto e aprendamos, juntas, como usar a mente e o coração para extrair o melhor que pudermos de cada situação.

Kenia Rocha- Coordenadora do Setor Financeiro da Transpes. 15 anos de atuação na Transpes.

3 Comentários

  1. Ricardo Vasconcelos Lelis disse:

    Boa noite Társia,

    Excelente tema tratado hoje! Parabéns pelo texto!

    Gostaria de começar meu comentário dizendo que não existe clichê mais preconceituoso e machista do que “Atrás de um grande homem, há sempre uma grande mulher!” Por que não ao lado? Porque não à frente?

    Gostaria de resgatar no post de ontem o tema político. Uma das pautas que devemos analisar enquanto “chefe” dos políticos, como respeitados eleitores é a inclusão das mulheres. Não digo apenas no mercado de trabalho, mas em tudo!

    Nossa constituição diz que devemos tratar os iguais em suas igualdade e os desiguais em suas desigualdades. MULHER não é desigual a ninguém, muito pelo contrário, é tão igual quanto o homem (muitas das vezes até melhor!).

    Para escrever aqui hoje, busquei no Youtube a sua participação no Chefe Secreto e sua interação com a sua motorista profissional de carreta. Essa identificação e valorização do seu capital humano feminino é vital para a Transpes. Uma empresa que hoje tem como seu principal gestor uma mulher, no caso, você, tem uma responsabilidade muito grande em ser referência para outros gestores. Não digo que você tem que dar o exemplo, mas seus resultados falaram por si só.

    Aqui na cidade onde moro, temos inúmeros ônibus escolares da prefeitura. Alguns deles são guiados por mulheres. É notório o estado de conservação do equipamento usado pelo homem e pela mulher. Os conduzidos por mulheres estão extremamente bem conservados. Digo isso só porque elas são mulheres? NÃO! É porque elas mostraram muito mais competência do que os homens (nessa situação em específico!).

    Já tive o prazer de trabalhar com mulheres magníficas que me ensinaram muito questões humanas no trabalho, algo que eu não conseguia aprender com meus parceiros homens no trabalho.

    As mulheres são e sempre serão dignas de muito respeito, carinho e atenção. Não pela fragilidade, que nesse caso eu não trato como inferioridade, mas como uma leveza feminina. Não é difícil achar na nossa história ou nossa sociedade mulheres que tiveram muito mais bravura do que a maioria dos homens.

    Como gestor e como pessoa, minha mãe, uma mulher muito digna e honesta é meu maior exemplo para tudo. Gestor pois sabe gerir nossa família com muita maestria e como pessoa, pois me ensinou a ser uma pessoa de caráter e buscar a eficiência nisso a cada dia mais.

    Att.

    Ricardo Vasconcelos Lelis

  2. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    No meu primeiro emprego, tive uma chefe mulher.

    Trabalhei, tive outras chefes mulhers, e trabalho com mulhres no meu ambiente profissional.

    Pra mim este tema nuca existiu, pra mim ja esta pacificado nao ha nada de anormal.

    Quando uma peesoa nao e um bom prossional, isso e da pessoa, independ3ntemente do sexo.

    Porem, sou conciente de que ainda existem problemas.

    Alem da “Mentes Jurassicas” ha “SISTEMAS JURASSICOS” e infelizmente estas distorcoes ainda existem.

    Profisionalismo e carater, independe de sexo e estudo, depende do BERCO e nao e do de ouro nao.

    Att,

    Paulo Gil

  3. Wilson disse:

    Que linda iniciativa Tarsia González reconhecer um potencial humano e de uma sensibilidade tamanha. Fui lavador de um grande empresa no mesmo segmento da tranpes e sei exatamente o que o Adriano sentiu com essa nobreza que a empresa o proporcional.

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