Como conviver (e mudar) com a realidade de preconceito que ainda existe com a mulher no mundo corporativo?

Nunca dei muita importância para a opinião alheia e acredito que esse fator foi crucial na minha trajetória de sucesso. Mas também sei que existem realidades diferentes e também empresas que tratam de forma muito diferente, ainda, homens e mulheres. A questão é: o que fazer?

Falar da mulher no mundo corporativo para alguém que sempre quebrou barreiras sem se importar muito com a opinião do outro não é fácil. Sei que a mulher ainda sofre muita discriminação no mundo corporativo e na sociedade e sei também que muitas vezes as coisas se tornam muito difíceis.

Menores salários, mais dificuldade na hora de garantir promoções, projetos de menor importância e, principalmente, o descrédito de chefias masculinas. A lista é grande se formos enumerar todas as situações pelas quais passamos no dia a dia corporativo.

No meu caso, como nunca me importei com a opinião alheia, acabei passando por cima da discriminação, sem maiores problemas. Mas também sei que sou privilegiada, pela minha criação, pelo ambiente em que vivi, sempre muito desafiador, e pela minha alma aventureira, que nunca aceita facilmente um não como resposta.

A verdade é que as organizações são formadas por sistemas sociais, nos quais sempre existe uma orientação predominante. No caso, a masculina. Deixando um pouco de lado a forma como eu construí minhas escolhas, é preciso pensar em uma maneira social de reverter essa realidade, aliando o pensamento de construir e agregar e se empoderando, para estar sempre apta a brigar de frente com a forte barreira que encontramos.

O preconceito infelizmente ainda existe então o que temos de refletir é qual a maneira mais interessante de lidar com ele – há quem saiba movimentar-se melhor por entre os desafios, outras pessoas precisam de mais tempo e até de ajuda, algumas vezes profissional. Entra aí o papel importantíssimo da gestão humanizada, que precisa identificar e gerenciar talentos, independente do gênero.

A questão é: o preconceito existe? Sim. Ele vai desaparecer de uma hora para outra? Não. É um desafio diário, uma realidade que mostra uma luz no fim do túnel, mas que ainda precisa que pensemos sobre o assunto e aprendamos, juntas, como usar a mente e o coração para extrair o melhor que pudermos de cada situação.

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